Hoje, vamos conhecer mais sobre a trajetória do professor Ricardo Paiva, que, após uma pausa de mais de uma década, retorna à nossa instituição e compartilha conosco um pouco de sua jornada de vida e carreira.

“Eu comecei a programar com 12 anos, ainda garoto, e já sentia que a tecnologia seria parte da minha vida. Fiz Ciência da Computação e, depois, segui para o mestrado, focado em Processamento Paralelo e Distribuído.”
Casado com Katia, que também fez parte do início da história do Infnet, Ricardo recorda o momento em que a esposa recebeu o convite para trabalhar na instituição.
“Ela entrou para o time no ano 2000. A partir daí, comecei a frequentar o instituto e logo conheci Theo Dutra, um professor que estava escrevendo uma apostila sobre PHP, a linguagem que despontava na época. Ele me convidou para colaborar, e, dessa colaboração, surgiu a oportunidade de eu começar a lecionar.”
Ricardo deu aulas no Infnet entre 2001 e 2011, compartilhando seu conhecimento em várias disciplinas de programação.
“Quando comecei a ensinar no Infnet, minha carreira deu um grande salto. Eu estava pronto para consolidar meu conhecimento em Java e Linux, o que me ajudou a crescer muito como profissional. Além disso, a excelente reputação da instituição no mercado e a troca com outros profissionais da área foram experiências de aprendizado contínuo.”
Em 2020, Ricardo e sua família decidiram dar um passo importante: mudar-se para Londres.
“Foi quando recebi uma proposta de trabalho na Meta. Antes disso, passamos quatro anos em Paris, nossa primeira experiência fora do Brasil, algo que queríamos muito.”
Ricardo e Katia são pais de Gabriel, hoje com 18 anos.
“O Gabriel sempre foi muito parecido comigo. Escolheu estudar engenharia de software e agora trabalha em Londres em uma grande empresa de finanças. Ele seguiu esse caminho porque sempre esteve rodeado por tecnologia e queria expandir seus horizontes.”
Ao longo de sua carreira, Ricardo se destacou pela busca constante por novos desafios e pela imersão em projetos internacionais.
“Sempre trabalhei com tecnologia. Meu primeiro emprego foi em uma empresa de consultoria, onde desenvolvi sistemas em Java. Mas foi na Globo.com que minha carreira realmente decolou. Depois, passei a trabalhar em Paris, liderando uma equipe que processava grandes volumes de dados. Foi uma experiência imersiva, onde aprendi muito com profissionais de alto nível. Também dei aulas na Universidade Dauphine, em Paris e Túnis. Em Londres, atuei na Meta como Production Engineer e, agora, estou na BP como engenheiro de dados.”
Ele contou que um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi na Criteo, na França.
“Na Criteo, trabalhávamos com dados a uma taxa de 10 milhões de mensagens por segundo. Era um desafio enorme, com dados replicados em 14 datacenters ao redor do mundo. Se algo falhasse, a empresa inteira parava. Foi um dos maiores desafios da minha trajetória profissional.”
De volta ao Infnet, Ricardo expressa grande entusiasmo.
“O Infnet cresceu muito nos últimos anos e hoje é uma referência no ensino superior e na pós-graduação. É uma alegria ver como os professores são selecionados com tanto cuidado e o zelo da instituição por cada projeto de disciplina. Estou muito feliz por voltar e fazer parte dessa equipe novamente.”
Por fim, ele deixa um conselho valioso para os alunos que estão começando.
“A dica que eu dou é para se aprofundarem nos estudos e não terem medo de colocar em prática o que aprenderem. O mercado de tecnologia exige cada vez mais especialização, e quem souber trabalhar com Inteligência Artificial, por exemplo, estará um passo à frente. A tecnologia avança rápido e é importante estarmos sempre acompanhando essas mudanças.”
Seja bem-vindo de volta, professor Ricardo! 😊