{"id":10416,"date":"2020-03-05T16:59:14","date_gmt":"2020-03-05T19:59:14","guid":{"rendered":"https:\/\/infnet.edu.br\/estinew\/?p=10416"},"modified":"2023-09-15T12:28:22","modified_gmt":"2023-09-15T15:28:22","slug":"mulheres-na-tecnologia-especial-infnet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/faculdade.infnet.site\/mulheres-na-tecnologia-especial-infnet\/","title":{"rendered":"Mulheres na tecnologia: conhe\u00e7a o impacto delas na \u00e1rea"},"content":{"rendered":"\t\t
Para celebrar e relembrar o impacto das mulheres na tecnologia, listamos cinco delas que se destacaram no ramo e como as suas inven\u00e7\u00f5es impactaram o mundo.<\/p>\n
Inclu\u00edmos tamb\u00e9m algumas dicas de coletivos para as meninas que t\u00eam interesse em ingressar na \u00e1rea.<\/p>\n\n
Compartilhe com a sua amiga e bora l\u00e1!<\/p>\n\n
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A Condessa Ada Lovelace era amiga do cientista Charles Babbage e nos anos de 1830 participou do projeto dele sobre a M\u00e1quina Anal\u00edtica, a primeira m\u00e1quina da hist\u00f3ria que p\u00f4de ser programada para executar qualquer tipo de comando.<\/p>\n\n
Percebendo o potencial do projeto, em 1842 Ada criou o primeiro algoritmo para ser processado por m\u00e1quinas. Al\u00e9m disso, desenvolveu uma vis\u00e3o diferente dos matem\u00e1ticos contempor\u00e2neos a ela. Para Lovelace, essas m\u00e1quinas conseguiriam realizar muito mais do que meros c\u00e1lculos.<\/p>\n\n
Tanto Ada quando Babbage n\u00e3o conclu\u00edram o projeto devido aos falecimentos precoces. No entanto, as anota\u00e7\u00f5es de Lovelace foram reconhecidas como a primeira descri\u00e7\u00e3o de um computador e de um software em 1953, al\u00e9m de terem sido mencionadas por Alan Turing.<\/p>\n\n
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Grace Hopper foi uma analista de sistemas da Marinha dos EUA nas d\u00e9cadas de 1940 e 1950. Durante esses anos, Hopper desenvolveu a linguagem de programa\u00e7\u00e3o Flow-Matic, que serviu de base para a cria\u00e7\u00e3o do COBOL (Common Business Oriented Language). O COBOL \u00e9 usado at\u00e9 hoje para processamento de bancos de dados comerciais.<\/p>\n\n
Depois dessa experi\u00eancia, Grace trabalhou como matem\u00e1tica s\u00eanior na Eckert-Mauchly Computer. L\u00e1, ela fez parte da equipe de desenvolvimento do primeiro \u201cComputador Autom\u00e1tico Universal\u201d (UNIVAC) comercializado nos EUA.<\/p>\n\n
E tem mais! Depois do UNIVAC, Hopper desenvolveu o primeiro compilador A-0, que traduz um programa de uma linguagem textual (e humana) para uma linguagem de m\u00e1quina. Com essa trajet\u00f3ria, em 1973, Hopper foi nomeada capit\u00e3 da Marinha norteamericana e aposentou-se em 1986 como contra-almirante.<\/p>\n\n
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Katherine Johnson foi uma matem\u00e1tica da NASA. Ela n\u00e3o trabalhou diretamente com softwares, mas era respons\u00e1vel por validar as contas dos primeiros computadores utilizados pela ag\u00eancia espacial americana.<\/p>\n\n
Mas antes disso, Katherine foi uma das mulheres negras que participaram da equipe do Centro de Pesquisa Langley. Elas calculavam a trajet\u00f3ria dos lan\u00e7amentos espaciais em 1961 e tamb\u00e9m foram essenciais para o sucesso da miss\u00e3o Apollo 11, em 1969.<\/p>\n\n
\u00c9 poss\u00edvel conhecer um pouco mais sobre a hist\u00f3ria de Katherine e as mulheres na tecnologia de sua equipe pelo filme \u201cEstrelas Al\u00e9m do Tempo\u201d. Johnson trabalhou no centro Langley at\u00e9 1989.<\/p>\n\n
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Hedy Lamarr foi uma atriz de cinema de Hollywood e cientista. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hedy observou certa facilidade em interferir nos sinais que guiavam por r\u00e1dio os torpedos da Marinha dos EUA, o que poderia fazer com que eles desviassem de sua rota.<\/p>\n\n
A constata\u00e7\u00e3o veio a partir de um experimento com o colega George Antheil, compositor. Juntos, eles inventaram o \u201cfrequency hopping\u201d, um sistema que evita a intercepta\u00e7\u00e3o de mensagens por terceiros. O projeto foi recusado pelo governo americano at\u00e9 1962, quando foi usado por tropas militares dos EUA em Cuba.<\/p>\n\n
Al\u00e9m desse uso militar, a tecnologia de Hedy \u00e9 atualmente usada nas redes m\u00f3veis, dispositivos Bluetooth e wi-fi.<\/p>\n\n
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Radia Perlman, conhecida como a \u201cM\u00e3e da Internet\u201d, \u00e9 a cientista da computa\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o do protocolo Spanning Tree (STP) em 1984. O STP \u00e9 uma \u201c\u00e1rvore\u201d que mapeia a rede e determina o caminho mais curto de resposta, desativando outros tr\u00e1fegos que possam ser redundantes e gerar um loop.<\/p>\n\n
Perlman continuou a trabalhar nesse tipo de roteamento de rede e em 2004 apresentou o TRILL. A tecnologia do TRILL foi desenvolvida para atender a necessidade de conectar duas redes atrav\u00e9s de uma camada mais profunda que o STP, gerando um roteamento ainda mais otimizado.<\/p>\n\n
Radia tamb\u00e9m contribui para a seguran\u00e7a de redes. Trabalhou para a Oracle e atualmente est\u00e1 na Dell.<\/p>\n\n
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N\u00e3o h\u00e1 uma resposta certa para esse questionamento. Mas um levantamento feito pela National Public Radio dos EUA pode ajudar a compreender quando o percentual de mulheres come\u00e7ou a diminuir.<\/p>\n\n
\u201cA ideia de mulheres na tecnologia foi declinando no momento em que os computadores pessoais come\u00e7aram a aparecer nas casas americanas\u201d, afirma a mat\u00e9ria dispon\u00edvel neste link.<\/a><\/p>\n\n Isso porque, ainda de acordo com a mat\u00e9ria, esses computadores eram sin\u00f4nimos de jogos, como ping-pong ou jogos de tiro. E toda a propaganda em volta desse conceito era direcionada para homens e meninos.<\/p>\n\n Na d\u00e9cada de 1990, a pesquisadora Jane Margolis entrevistou alguns alunos da Universidade Carnegie Mellon, na Pensilv\u00e2nia, EUA. \u201cEla descobriu que as fam\u00edlias eram mais suscet\u00edveis a comprar computadores para meninos do que para meninas, mesmo que elas tivessem interesse\u201d, como aponta a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n Esse panorama pode ser uma explica\u00e7\u00e3o de termos mais homens tanto nas classes quanto no mercado de trabalho de TI. O gr\u00e1fico acima, que ilustra originalmente a mat\u00e9ria, mostra a porcentagem de mulheres em alguns cursos de gradua\u00e7\u00e3o, como Medicina, Direito, F\u00edsica e Computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n Um desafio, e portanto objetivo, \u00e9 trazer os 74% das meninas que t\u00eam interesse em ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica para as carreiras das ci\u00eancias. Esse dado foi apresentado pela ONU Mulheres Brasil em 2018 e pode ser conferido na \u00edntegra por aqui.<\/a><\/p>\n\n \u00a0<\/p>\n\n \u00a0<\/p>\n\n Um exemplo \u00e9 a nossa professora Lucyla Remzetti<\/a>, docente na Gradua\u00e7\u00e3o Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o<\/a> e do MBA em Gest\u00e3o de Sistemas da Informa\u00e7\u00e3o<\/a>. Lucyla entrou na \u00e1rea de TI em 2008, j\u00e1 com bagagem do mundo corporativo, e fez a diferen\u00e7a logo de cara.<\/p>\n\n \u201cFiz o curso de SAP e me certifiquei. Eu via que muitas pessoas n\u00e3o compartilhavam conhecimento. Elas queriam ser refer\u00eancia, mas n\u00e3o ensinavam como se resolvia alguns problemas e projetos\u201d<\/p>\n\n Lucyla, professora do Instituto Infnet<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n \u00a0<\/p>\n\n Lucyla fez o contr\u00e1rio e sempre compartilhou as suas solu\u00e7\u00f5es: Foi justamente assim que ela conquistou mais lugares em projetos e construiu o seu networking. Atualmente Lucyla trabalha tamb\u00e9m na Enel Green Power, onde \u00e9 gerente de Projeto SAP, um rollout que segue um template global.<\/p>\n\n \u201c\u00c9 desafiante pois preciso seguir o template inserindo as particularidades do Brasil sem impactar os demais pa\u00edses\u201d, explica.<\/p>\n\n Lucyla conclui: \u201cA mulher sim pode conquistar o seu espa\u00e7o. N\u00e3o porque ela \u00e9 diferente do homem, mas porque tem a capacidade de enxergar o mesmo problema de uma outra forma e trazer uma solu\u00e7\u00e3o mais amena ou mais r\u00e1pida e objetiva.\u201d<\/p>\n\n J\u00e1 a Bianca Gotaski<\/a>, nossa aluna de An\u00e1lise e Desenvolvimento de Software, est\u00e1 no in\u00edcio dessa carreira. Por\u00e9m, ela tem decidido o que deseja para o futuro.<\/p>\n\n \u201cH\u00e1 um tempo atr\u00e1s trabalhei em uma startup por pouqu\u00edssimos meses. Fiquei encarregada de implementar do zero diversas funcionalidades\u201d, conta.<\/p>\n\n \u201cEntender as regras de neg\u00f3cio do projeto, fazer levantamento de documenta\u00e7\u00e3o, entender a arquitetura e at\u00e9 dar sugest\u00f5es de melhoria, por estar no in\u00edcio. Amei fazer isso.\u201d<\/p>\n\n Bianca, aluna de An\u00e1lise e Desenvolvimento de Software<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n\n \u00a0<\/p>\n\n Por causa dessa experi\u00eancia, Bianca decidiu seguir carreira de arquitetura de software. Atualmente ela trabalha na IBM como desenvolvedora de software junior.<\/p>\n\n \u00a0<\/p>\n\n \u00a0<\/p>\n\n Uma boa forma de vencer o medo, conhecer mais sobre a \u00e1rea e entrar de vez no mundo da TI \u00e9 por meio de alguns coletivos voltados para mulheres na tecnologia.<\/p>\n\n Por exemplo, existe o Coders in Rio Girls, uma iniciativa da comunidade Coders in Rio que busca fomentar as mulheres na tecnologia. Eles realizam um evento por m\u00eas para muito networking e troca de conhecimentos. Anota a\u00ed na sua agenda! O pr\u00f3ximo vai ser dia 25 de mar\u00e7o, aqui no Infnet<\/a>. Para se inscrever, acesse este site<\/a>.<\/p>\n\n Outra iniciativa bem bacana \u00e9 a +Mulheres em UX. A comunidade \u00e9 de e para mulheres que querem aprender e compartilhar conhecimento relacionado \u00e0 experi\u00eancia do usu\u00e1rio. O UX Research pode ser usado em diversas \u00e1reas, desde marketing at\u00e9 tecnologia. E esse time tamb\u00e9m vai realizar um encontro aqui no Infnet, no dia 29 de abril. Ainda n\u00e3o h\u00e1 link para inscri\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o fique de olho em nossas redes sociais!<\/p>\n\n A WoMakersCode capacita as mulheres na tecnologia, oferece meetups, confer\u00eancias e treinamentos projetados para ajud\u00e1-las a obter novas habilidades t\u00e9cnicas e pessoais (hard e soft skills). Acompanhe o grupo pelo LinkedIn<\/a>.<\/p>\n\n Temos tamb\u00e9m o Cloud Girls, que proporciona \u00e0s suas participantes a possibilidade de aperfei\u00e7oamento, recoloca\u00e7\u00e3o, networking e muita divers\u00e3o em um momento exclusivo para as mulheres na tecnologia. Acompanhe tamb\u00e9m pelo LinkedIn<\/a>.<\/p>\n\n Depois desse conte\u00fado \u00e9 meio dif\u00edcil n\u00e3o se inspirar, n\u00e9? Ent\u00e3o para matar a curiosidade sobre como voc\u00ea pode atuar na TI, acesse o site das Faculdades Infnet<\/a> para saber mais sobre os nossos cursos.<\/p>\n\n Siga as nossas redes sociais (Facebook<\/a>, Instagram <\/a>e LinkedIn<\/a>) para atualiza\u00e7\u00f5es constantes.<\/p>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Para celebrar e relembrar o impacto das mulheres na tecnologia, listamos cinco delas que se destacaram no ramo e como as suas inven\u00e7\u00f5es impactaram o mundo. Inclu\u00edmos tamb\u00e9m algumas dicas de coletivos para as meninas que t\u00eam interesse em ingressar na \u00e1rea. Compartilhe com a sua amiga e bora l\u00e1! 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